Xingo
Hoje tive uma vontade louca de mandar uma dona tomar no cu. – Isso mesmo, cu é sem acento. O assento costuma ficar sob ele na maioria das vezes – Uma vontade louca e irrefreável. Uma vontade louca e irrefreável que veio só na hora que a conversa acabou. Mentira, a vontade veio no começo, durante e no final da conversa. Mas eu não sou bobo nem nada, tão pouco nasci ontem e sei muito bem que não podemos fazer certas coisas sem foder tudo. E se eu mandasse com certeza foderia com tudo, amor. E não seria o tipo de foda que gostamos, seria?
Explicando por cima, a dona acima referida é uma espécie de supervisora, apesar de só passar aqui três horas por dias, nas três vezes por semana que mostra sua cara por aqui. Filha da puta. Não bastando ainda tentou jogar nas minhas costas a culpa por uma merda que fez. Mas a dona ainda vai se arrepender. Não que eu vá dar o troco, afinal não sou desse tipo vingativo. Mentira, sou sim, mas de qualquer jeito não é esse tipo de arrependimento que a dona terá, afinal o primeiro a se sujar com a merda é aquele que joga no ventilador… tende a voltar na cara.
Percebeu como eu estou puto hoje? O que é que uma pessoa não pode fazer com o dia da gente!… Mas eu continuo exercendo meu papel de forma exemplar: estampo um sorriso, faço charme e tento resolver tudo na maciota, na maior. E eu sou lá bobo de tentar resolver as coisas no grito? Segundo dizem – Como “quem?”? Esses caras, dos ditados, não sei, tá bom?! – o primeiro guerreiro a gritar é o primeiro a perder a guerra. Fora que a garganta vai pro saco e a minha garganta merece coisa melhor.
Puta…
Ok, passou.
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